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Com projeção nacional, empresas de tecnologia desafiam o arcaico ambiente de negócios de Alagoas

Publicado em 01 de Dezembro de 2016

por Rodrigo Cavalcante

Nas últimas décadas, o chamado “espírito animal” dos empreendedores alagoanos sempre foi constrangido pelo deteriorado ambiente de negócios da pequena política e do toma-lá-dá-cá no Estado.

Quando um novo segmento de mercado ascendia por mérito próprio e ameaçava o status quo, logo chegava um momento em que se via pressionado a ceder aos arranjos políticos locais – ou o jeito era se mandar do Estado.

O padrão (e a pressão) ainda prevalece em muitos setores, claro, mas ao menos um deles parece menos propenso a se curvar à mentalidade de complacência e cumplicidade com os modelos locais arcaicos de negócios.

Não à toa, esse segmento é formado por empreendedores alagoanos ligados à tecnologia e inovação que têm se destacado nacionalmente por seus aplicativos e serviços no grupo conhecido como Sururu Valley.

Nesta quarta, o Sururu Valley, que não é um espaço físico, mas uma união de empresas com interesses afins, voltou a ser destaque nacional no maior jornal de economia do país, o Valor Econômico.

Além de tratar de aplicativos alagoanos já conhecidos nacionalmente e no exterior, como o Hand Talk, que realiza tradução digital e automática para a Língua de Sinais utilizada pela comunidade surda, e a Trakto.io, plataforma de marketing para pequenos negócios que ganhou destaque lá fora, a reportagem deu espaço a outras empresas alagoanas que crescem nacionalmente apesar de enfrentarem dificuldades em sua própria terra.

Esse é o caso da alagoana Aloo Telecom, empresa dedicada à internet de alta velocidade com presença em 14 Estados e clientes como a Fiat Chrysler Automobiles e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Apesar de estar se expandindo nacionalmente com expectativa de faturar em 2016 R$ 70 milhões, a empresa foi alvo de uma série de constrangimentos no seu próprio Estado por parte do Instituto de Tecnologia de Informática e Informação (Itec), vinculado à Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia.

Desde que a Aloo venceu uma licitação ainda na gestão do ex-secretário Eduardo Setton (que finalmente teve a coragem de enfrentar o domínio das gigantes de telefonia que cobravam caro e ofereciam um péssimo serviço), o Itec, pressionado politicamente já no novo governo, fez de tudo para romper o contrato - inclusive com a suspensão do pagamento pelos serviços da empresa. Após uma série de embates judiciais, o governo teve que fechar um acordo judicial para pagar o que devia.

Em contraste com outros setores, as empresas do chamado Sururu Valley não parecem se render facilmente às pressões políticas e se organizaram em rede (usando, inclusive, a projeção e influência que conquistaram fora de Alagoas) para se defenderem de constrangimentos  paroquiais de um ambiente de negócios hostil.

Resta saber, agora, o quanto o grupo continuará unido e com fôlego necessário para aumentar sua influência e contribuir para melhorar o ambiente de negócios em um Estado que sempre deixou a pequena política ter peso desproporcional em grandes negócios.

Assinantes podem ler matéria completa no Valor Econômico aqui.



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