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No Dia da Cachaça, veja rótulos que projetaram Alagoas entre os melhores produtores do país

Publicado em 13 de Setembro de 2016

Os mais velhos se lembrarão.

Há pouco mais de 20 anos, cachaça, em Alagoas, era sinônimo de Pitu (marca popular pernambucana de baixo custo que dominava o mercado) ou, no máximo, da tradicional Azuladinha, aguardente local composta com casca de laranja vendida em feirinhas de artesanato.

Mais de duas décadas depois, o status da bebida no Brasil e em Alagoas é outro.

Marcas locais ganharam espaço nobre não apenas nas melhores cadeias de varejo do Estado (como no Palato, por exemplo), como se tornaram conhecidas e respeitadas em todo o Brasil, vencendo, inclusive, concursos internacionais.

Esse é o caso da marca Gogó da Ema, cuja versão tradicional (armazenada por dois anos em tonéis de bálsamo) acabou de ser escolhida como “The Best Cachaça” no NY World Wine & Spirits Competition, um dos maiores concursos para a indústria de bebidas de varejo do mundo realizado em Nova York.  

“Esse reconhecimento é importante não apenas para a Gogó da Ema, como para todos os produtores de qualidade de Alagoas”, diz Henrique Tenório, diretor geral da empresa, que em 2013 levou seu mais importante prêmio internacional quando a cachaça foi classificada na categoria ouro no Concurso Mundial de Bruxelas, um dos principais concursos de degustação às cegas de vinhos e destilados do mundo.  

Henrique diz que, graças ao investimento na qualidade e em marketing do produto nos últimos anos, o consumidor alagoano sabe, sim, reconhecer a diferença de qualidade das marcas produzidas no Estado. “Claro que trata-se de uma mudança de cultura a longo prazo, mas constatamos que o consumidor local já não hesita em pagar mais por uma cachaça de qualidade assim como paga por um bom uísque”, diz Tenório.

O empresário Renato Coutinho, à frente da também premiada Caraçuípe, concorda. “A partir do momento em que o alagoano  conhece mais sobre a bebida e tem acesso a produtos de qualidade, ele passa a valorizar cada vez mais o produto local”, diz Coutinho. “Prova disso é que, apesar de vendermos para 18 Estados, temos em Alagoas nosso consumidor mais fiel”.

Segundo Coutinho, a premiação em eventos internacionais (A Caraçuípe foi destaque na edição brasileira do Concurso de Bruxelas em 2015) também termina sendo essencial para chancelar a qualidade da bebida. “Essas premiações colocam Alagoas na rota do melhor da produção no país”, diz o empresário, que investiu em um espaço para compra e degustação chamado “Engenho Caraçuípe”, em Campo Alegre, com alambiques de cobre de última geração e barris de carvalho europeu de onde sai sua linha Caraçuípe Ouro. “Apesar de Alagoas ser conhecida pela produção de cana-de-açúcar, o Estado tem um imenso potencial de se firmar também como um destino para os apreciadores da bebida com qualidade”, diz o empresário.

Abaixo, AGENDA A lista 3 rótulos produzidos no Estado premiados no Brasil e no exterior:

Gogó da Ema Tradicional

Envelhecida na madeira de Bálsamo, considerada uma cachaça macia e encorpada, tem cor ouro e é a mais premiada da empresa: medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas 2013, entre outros.

Caraçuípe Ouro

Envelhecida em barris de carvalho europeu, a cachaça de cor dourada é considerada uma das mais elegantes do Estado pelo equilíbrio proporcionado pela madeira.

Brejo dos Bois

Premiada internacionalmente em Bruxelas, a Brejo dos Bois também é um dos destaques alagoanos na produção de cachaças orgânicas de alta qualidade.



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