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Eles criaram a primeira produtora e distribuidora de filmes alagoana; saiba como vai funcionar

Publicado em 26 de Dezembro de 2016

Até poucos anos atrás, a notícia soaria quase como um enredo de ficção. Com a recente expansão e descentralização da chamada produção audiovisual no país (que injetou R$ 24,5 bilhões na economia brasileira em 2014), Alagoas, contudo, já pode se orgulhar de contar com sua primeira produtora e distribuidora de filmes com sede no Estado: a La Ursa Cinematográfica, comandada pelo diretor e produtor alagoano Rafhael Barbosa em sociedade com Felipe Guimarães, um dos sócios do Centro Cultural Arte Pajuçara.

Não à toa, a La Ursa nasce no mesmo momento em que o Estado está prestes a passar por um marco no setor: a produção local de três longas metragens, resultado de mais de R$ 2 milhões oriundos da Agência Nacional de Cinema (Ancine) por intermédio de editais realizados pela Fundação Municipal de Cultura de Maceió e pela Secretaria Estadual de Cultura - que investiram, em contrapartida, R$ 1,3 milhão de recursos próprios em editais para a realização de curtas e médias (R$ 1 milhão do Estado e R$ 300 mil da Prefeitura).

“Graças a esses editais, a La Ursa já nasce tendo em sua carteira de clientes três longas alagoanos”, diz Rafhael Barbosa. “Além de termos vencido um dos editais para produção de um longa, faremos a distribuição dos dois outros longas além de outras produções curtas e médias selecionados”.

E é exatamente o foco não apenas na produção, mas na distribuição e comercialização dos filmes (trata-se da primeira distribuidora local registrada na Ancine), um dos grandes diferenciais da empresa. Para isso, a La Ursa conta com a experiência do próprio Rafhael Barbosa como diretor – que teve literalmente que “empreender” para emplacar seus curtas em festivais de cinema de todo o país, além de conseguir licenciar um deles (o premiado O Que Lembro Tenho) para o Canal Brasil, da Globosat.

“Nesse processo, mapeei centenas de festivais e mostras de cinema pelo país, além de inúmeras plataformas para exibição de filmes autorais”, diz Rafhael. “Agora, queremos usar essa experiência para projetar os filmes dos nossos clientes”. Na última Mostra Sururu de Cinema, o filme vencedor do prêmio ‘Olhar Crítico’ da mostra , Sangue Mulher, recebeu como um dos prêmios um pacote de distribuição da La Ursa.

Apesar de ter como uma de suas missões a projeção nacional de obras alagoanas, os sócios da La Ursa dizem que a empresa buscará também realizadores de outros Estados.“Nossa ambição a médio e longo prazo é sermos uma empresa alagoana com atuação regional e, no futuro,  até nacional”, diz Felipe Guimarães.

Até lá, contudo, resta saber se as políticas de incentivo à produção regional do audiovisual serão mantidas – ou se correrão o risco de retroceder nos próximos anos, transformando em ficcção o que hoje já é uma realidade.



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