Como as micro e pequenas empresas alagoanas se tornaram “gigantes” na economia, emprego e projeção do Estado

Agendaa 6 de outubro de 2022

De cafeterias (Nakaffa), empresas de revestimento (Oikos) a padarias (Grano), micro e pequenas são mais de 94% das empresas de Alagoas 

 

 

Mega estaleiro, fábrica de helicópteros…

Enquanto muitos alagoanos ansiavam há décadas pelo desembarque de grandes indústrias redentoras da economia do Estado, foi a expansão e evolução da qualidade dos produtos e serviços das micro e pequenas empresas locais que se tornaram a base da economia – e dos empregos – em Alagoas nos últimos anos.

Das mais de 178 mil empresas formais de Alagoas, nada menos do que 94,83% são compostas por microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.  

E, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Alagoas foi, de janeiro a agosto deste ano, o terceiro Estado do Nordeste com maior saldo positivo de empregos criados por pequenos negócios, sustentando mais de 70% dos empregos do Estado.  

“A projeção das micro e pequenas empresas em Alagoas vai hoje muito além do peso econômico no PIB e na geração de empregos do Estado”, diz o diretor superintendente do Sebrae Alagoas, Marcos Vieira. “Do segmento de bares e restaurantes aos pequenos laticínios, da apicultura às startups de tecnologia, houve uma mudança de patamar de qualidade dos pequenos negócios que mudaram a visão da sociedade e das lideranças políticas sobre a relevância do setor”.

Vieira lembra que, após décadas de programas e ações do Sebrae de apoio à gestão e qualificação dos serviços prestados pelos pequenos negócios, houve não apenas uma revolução na legislação sobre o setor (como, por exemplo, a que resultou na criação do Simples), como também um salto qualitativo na projeção e influência do pequeno negócio em todo o país, inclusive em Alagoas. “E essa mudança de percepção ficou ainda mais clara durante a pandemia, quando boa parte da população e das lideranças sentiram, na pele, a força das micro e pequenas empresas para a retomada do crescimento e dos empregos no país”, diz o superintendente.

Foi durante a pandemia, por exemplo, que segmentos como o de bares e restaurantes mostraram sua força em todo país, incluindo aqui em Alagoas, na luta por políticas de crédito e isenção de impostos que garantisse a manutenção mínima do patamar de empregos. “Sem a força dos pequenos negócios, a crise econômica causada pela pandemia seria muito maior”, diz Vieira.  “E além do papel na retomada econômica, as micro e pequenas empresas são também essenciais na projeção de Alagoas pela qualidade de produtos e serviços premiados e reconhecidos em todo o Brasil nos mais diversos setores”.

Afinal, dos chefs e restaurantes premiados às cervejarias artesanais medalhistas em concursos, da arte popular em galerias de renome às startups conhecidas internacionalmente, da hospitalidade das pousadas e hotéis à produção de laticínios, o que seria da marca Alagoas sem a força dos micro e pequenos negócios do Estado?

Marcos Vieira, diretor superintendente do Sebrae Alagoas: pequenos negócios ganharam relevância para além da economia