“Maceió antes do Instagram”: livro com imagens da capital nos anos 1950 e 1960 ganha nova edição nesta terça

Redação 28 de novembro de 2022

A Miss Alagoas Bertini Mota, com as curvas do corpo clicada lado a lado das curvas do coqueiro Gogó da Ema, um dos pontos mais “instagramáveis” de Maceió da época

 

Não é de hoje que Maceió é “instagramável”.
Décadas antes do advento da imagem digital e de redes sociais como Instagram, o fotógrafo Japson Almeida já registrava na sua mecânica Rolleiflex (marca famosa alemã de um aparato então conhecido como máquina fotográfica) as paisagens e o cotidiano de Maceió desde meados dos anos 1950 e 1960 – quando a Ponta Verde não passava um areal semi deserto e a Praia da Avenida, a mais frequentada, era uma espécie de “Copacabana” da nossa orla.
Nascido na cidade de Capela, em 1922, Japson, que passou a se dedicar profissionalmente à fotografia ainda nos anos 1950 (morreu em 1992), teve, felizmente, parte de seu acervo preservado pela família que reuniu em 2015 algumas dessas imagens (com ajuda de repórter fotográfico Ricardo Lêdo) no belo livro “Japson Almeida – Fragmentos de um olhar”, da Imprensa Oficial Graciliano Ramos, que ganha uma nova edição nesta terça, 29, dia em que Japson completaria 100 anos (o lançamento será a partir das 19h, na cafeteria Duck Bill Cookies & Coffee, no bairro da Jatiúca, no Passeio Stella Maris).
Para quem não adquiriu a primeira edição, já esgotada, o livro reúne não apenas belas paisagens das praias de uma Maceió de outrora (imagens raras de uma orla quase selvagem na Pajuçara e Ponta Verde), como registros importantes do Centro de Maceió (no início de sua verticalização), mas também dos “viventes das alagoas”, pescadores e marisqueiros de sururu na lagoa, trabalhadores perfurando primeiros poços de petróleo, músicos do Pontal da Barra, além de personalidades marcantes da época, como a Miss Alagoas Bertini Mota, com as curvas do corpo clicada lado a lado das curvas do coqueiro Gogó da Ema, um dos pontos mais “instagramáveis” de Maceió da época.
Como lembra Japson Almeida Filho, filho do fotógrafo Japson Almeida, o livro registra até mesmo uma espécie de selfie pioneira no Estado: um auto retrato do fotógrafo que, segundo Japson filho, o pai fez após posicionar sua sua Rolleiflex no chão e apertar o disparador da máquina com dedo do pé.
Veja algumas imagens do livro abaixo: