Prestes a conquistar mercado dos EUA, startup alagoana prevê faturamento próximo de R$ 29 milhões

Rodrigo 15 de junho de 2023

 

Sócios da Hand Talk: previsão de crescimento de 70% com aumento de participação no mercado internacional

O ano de 2023 tem tudo para marcar uma nova fase de crescimento da startup alagoana Hand Talk.

Dez anos após ter despertado a atenção de investidores ao levar o prêmio de melhor aplicativo de inclusão social em concurso promovido pela ONU, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes (em fevereiro de 2013), a empresa, que já cresceu em estrutura (tem hoje mais de 100 colaboradores) e faturamento (estimado ano passado em mais de R$ 17 milhões), anunciou recentemente que estima crescer este ano nada menos que 70% por meio do aumento de sua presença de mercado norte-americano – que representaria um salto de faturamento para 29 milhões.

Criada com a missão de facilitar a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes, oferecendo um aplicativo em que os personagens virtuais (Hugo e Maya) traduzem textos e imagem para converter automaticamente áudio ou texto para Língua Brasileira de Sinais (Libras), a empresa avançou em seu modelo de negócio ao oferecer um plugin para tornar mais acessível os sites de grandes companhias como Magalu, Unimed e multinacionais como Coca Cola e Samsung.

Para entrar no mercado norte-americano, contudo, a empresa investiu nos últimos anos na opção de conversão para a Língua de Sinais Americana (ASL) – que, segundo a própria Hand Talk,  já responde hoje por 25% dos usuários do aplicativo.

Como, ao menos por enquanto, não há propriamente um concorrente direto da Hand Talk no mercado dos EUA, a empresa definiu como principal estratégia expandir a oferta de seus serviços para companhias norte-americanas, tendo como cartão de apresentação os clientes multinacionais já atendidos no Brasil.

“Temos ainda um longo trabalho pela frente para expandirmos nossa participação no mercado internacional”, diz o alagoano Carlos Wanderlan, um dos sócios e fundadores da empresa que, dez anos após subirem ao palco da premiação da ONU com a bandeira de Alagoas, continuam inspirando outras startups do Estado a pensar grande.