Em 2024, editoras anunciam “explosão” de lançamentos da obra de alagoano Graciliano Ramos

Rodrigo 28 de dezembro de 2023

Graciliano Ramos, domínio público: além da editora Record (acima), maiores editoras do país publicarão obras do alagoano

O alagoano Graciliano Ramos morreu em 20 de março de 1953.

Em primeiro de janeiro de 2024, contudo, sua obra ganhará vida nova com uma explosão de novas edições já anunciadas por algumas das maiores editoras do país.

Esse renascimento deve-se ao fato de que, de acordo com as Leis Autorais do Brasil, a partir de primeiro de janeiro de 2024, toda a obra do escritor alagoano entra em domínio público (de acordo com a lei, uma obra literária entra em domínio público 70 anos após o primeiro dia do ano seguinte ao falecimento do autor).

Isso significa na prática que, além da Record, editora que até este ano tinha exclusividade no Brasil sobre os direitos autorais da obra de Graciliano Ramos, qualquer editora do país poderá publicar em 2024 a obra do alagoano sem pagar direitos autorais à família do autor.
Duas das maiores editoras do país, a Companhia das Letras e a Todavia, já estão trabalhando no lançamento de novas edições do alagoano, começando por Vidas Secas e Angústia.

De acordo com Ricardo Ramos Filho, neto de Graciliano, a família não concorda com a lei, mas será obrigada a respeitá-la. Ao jornal Estadão, o escritor disse que é a favor, sim, do acesso gratuito de qualquer pessoa à obra do avô, mas seria contra uma editora comercializar a obra e ficar com todo o direito autoral sem pagar nada à família.