Novo polo quer transformar Jaraguá em centro de empresas de tecnologia
Agendaa 2 de maio de 2014
Nos últimos 15 anos, o bairro do Jaraguá passou por uma espécie de revitalização bipolar, oscilando fases de agitada vida noturna seguidas por momentos de decadência – gerada, em grande parte, pelo clima de insegurança e pela transformação da região em um espaço quase exclusivo para empreendimentos noturnos, com pouca ocupação residencial e até de empresas durante o horário comercial.
Agora, a construção de um polo de tecnologia quer que o bairro se torne referência em outro setor: o de Tecnologia da Informação e Economia Criativa.
Com licitação lançada esta semana, o prédio do Polo de Tecnologia da Informação, Comércio e Serviços será construído em uma área de 5 mil metros quadrados, na rua do Centro de Convenções. O espaço é considerado o ponta-pé inicial para a proposta dos governos estaduais e municipais de fazer com que o bairro atraia um conglomerado de empresas de base tecnológica. A ideia é que o polo seja ocupado por empresas iniciantes de tecnologia, as chamadas startups, ligadas à economia criativa – das áreas de inovação tecnológica, audiovisual, e comunicação, por exemplo.
De acordo com projeto arquitetônico, o polo será dividido em duas áreas: dois galpões frontais, onde funcionará um espaço de convivência com restaurante, auditório para 400 pessoas e um ponto de encontro e apresentações artísticas, e um prédio de três andares onde serão instaladas empresas de base tecnológica.
Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia Eduardo Setton, a gestão do espaço será feita pelo Instituto Parque Tecnológico, instituição não governamental já responsável pela administração de outros dois polos agroalimentares no interior, em contrato firmado com o governo do Estado.
Para dar suporte técnico e jurídico às empresas, a equipe do Instituto ficará em um espaço físico dentro do prédio. “Este polo chega num momento em que Alagoas vive um boom de desenvolvimento de aplicativos e ganha destaca na área audiovisual”, diz Setton. “Será um marco referencial para criar um ambiente propício para a instalação de empresas até fora do polo”.
Para o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento de Maceió, Messias da Costa, o polo de tecnologia é uma das vertentes para a melhor ocupação do bairro. “Um bairro com o referencial histórico e a localização estratégica do Jaraguá precisa ter sua ocupação planejada para diversos usos, do residencial ao da economia criativa”, diz Messias. “Experiências em bairros históricos de outras cidades mostram que é o equilíbrio entre esses diversos usos que faz com que uma região ganhe uma dinâmica integral, e não seja apenas fonte de ocupação durante uma fase do dia”, diz.
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