Ponta Verde é “Noruega” e grotas do Benedito “Angola” no Índice de Desenvolvimento Humano
Agendaa 2 de julho de 2015
Primeiro, a boa notícia: em apenas uma década (2000/2010), Maceió teve uma das maiores taxas de crescimento no Índice de Desenvolvimento Humano do país – saltando de 0, 567 para 0,702 – aumento de 24%.
A má notícia é que, apesar desse crescimento, dados divulgados ontem no Atlas de Desenvolvimento Humano ainda colocam nossa região metropolitana em último lugar no ranking das 20 regiões pesquisadas em todo o país – e a última também no Nordeste, ainda que Teresina, João Pessoa e Aracaju não estejam no ranking.
Os dados, divulgados ontem pela Fundação João Pinheiro, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indicam que as três regiões metropolitanas com o maior IDH do país são respectivamente as de São Paulo (IDH 0,794), Campinas (0,792) e Distrito Federal (0792). Já as três regiões com menores índices estão em Belém (0,729), Manaus (0,720) e Maceió (0,702).
A pesquisa também revela o alto índice de desigualdade entre os bairros de Maceió.
De acordo com os dados levantados, a Ponta Verde, por exemplo, teria um IDH de 0,956, índice acima da Noruega. Já a região dos Vales do Benedito (baixadas localizadas entre Benedito Bentes e a Serraria, como Carminha, Princesa e Alto da Alegria) teria um IDH de 0,522, índice equivalente ao IDH de Angola (apesar das semelhanças entre o IDH, o PNUD lembra que a comparação entre bairros e países levam em conta metodologias diferentes).
Veja ranking completo abaixo:
São Paulo – 0,794
Campinas – 0,792
Distrito Federal – 0,792
Curitiba – 0,783
Vale do Paraíba – 0,781
Baixada Santista – 0,777
Belo Horizonte – 0,774
Vitória – 0,772
Rio de Janeiro – 0,771
Goiânia – 0,769
Cuiabá – 0,767
Porto Alegre – 0,762
São Luis – 0,755
Salvador – 0,743
Recife – 0,734
Natal – 0,733
Fortaleza – 0,732
Belém – 0,729
Manaus – 0,720
Maceió – 0,702
Por Rodrigo Cavalcante e Lívia Vasconcelos
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