Da China a Marechal: grupo inaugura em AL primeira fábrica de cabos de fibra óptica no NE
Agendaa 23 de outubro de 2015
China, Índia e, agora, Alagoas.
Nesta sexta-feira (23) pela manhã, o grupo de origem chinesa ZTT, um dos líderes globais em tecnologia de fibra óptica, inaugura em Marechal Deodoro sua primeira fábrica no Brasil para a produção de cabos de fibra óptica – que será também a primeira do Nordeste.
Em valores de investimento, os R$30 milhões aportados inicialmente na primeira fábrica não representam, de fato, uma grande soma quando comparados a outros investimentos recentes na região – como os mais de R$ 200 milhões na recente fábrica da Portobello (para não falar dos mais de R$ 1 bilhão que a Braskem anunciou ter investido em sua fábrica de PVC em 2012).
Mas não é exatamente pelo valor inicial de investimento que o desembarque da ZTT pode sinalizar uma mudança na economia da região.
Além de já ter anunciado a intenção de expandir seus negócios no Estado (o grupo divulgou que, até 2017, pretende investir mais de R$ 200 milhões em fábricas de fibra óptica e de cabos condutores de Alumínio), a chegada do grupo de origem chinesa pode ter um significado maior como ponte para investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico no Estado.
Como o grupo já manifestou que pretende firmar parceria com universidades e com o governo para investir em Pesquisa e Desenvolvimento, o desembarque do grupo, se bem aproveitado, pode ajudar não apenas a criar novos vínculos entre o setor privado e a academia, como ajudar consolidar um novo ambiente no setor de tecnologia no Estado que já vem sendo fomentado por empresários e gestores locais.
O desembarque da própria ZTT, por sinal, já é de certa forma resultado desse novo ambiente criado nos últimos anos por empresários locais. Segundo o presidente da ZTT do Brasil, Alexandre Prioste, a “descoberta” de Alagoas para o investimento deveu-se em grande parte à mediação de uma empresa de telecomunicações alagoana, a Aloo Telecom, que também presta serviços em outros Estados do país.
Resta saber, agora, se o Estado e outras instituições do setor saberão aproveitar o investimento para criação de um novo corredor de indústrias ligadas à tecnologia na região.
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