Como tornar Alagoas mais competitiva? Fórum nesta 2ª debate tema com gestores locais e nacionais

Agendaa 21 de maio de 2017

por Rodrigo Cavalcante

Desde Deodoro, Alagoas tem acumulado um poder político desproporcional ao poder econômico.

Ainda hoje é assim.

Alagoas tem dois ministros no governo Temer (Marx Beltrão, Turismo, e Maurício Quintella, Transportes), tem o presidente da Caixa Econômica (Gilberto Occhi é mineiro, ok, mas escolheu viver com a família em Alagoas há alguns anos) – e, não é demais lembrar, teve até pouco tempo a presidência do Senado, com Renan Calheiros, e até o primeiro presidente da República eleito pós-ditadura, Collor, ainda que com o mandato incompleto.

Essa mesma Alagoas tem um PIB que representa apenas 0,7% do PIB brasileiro.

Isso mesmo: 0,7%.

Ou seja: a economia somada de todo o Estado – incluindo a da nossa capital Maceió e da dos demais 101 municípios alagoanos – ainda é menor do que o PIB de uma única cidade paulista – como Osasco, por exemplo.

O que fazer para tornar a economia do nosso Estado mais competitiva?

Nesta segunda (22, com abertura às 9h no hotel Best Western Premier), esse será um dos temas discutidos no I Fórum Alagoano pela Competitividade (com abertura às 9 da manhã, no Best Western Premier), uma realização do Movimento Alagoas Competitiva (MAC) que trará para o Estado nomes como Claudio Gastal, presidente Executivo do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Jairo Martins, presidente Executivo da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), Gilberto Occhi, presidente da Caixa Econômica Federal, além de empresários e políticos locais como os já citados Maurício Quintella, dos Transportes, Marx Beltrão, do Turismo, o governador Renan Filho, o secretário Estadual da Fazenda, George Santoro, o diretor do Sebrae Nacional, Vinicius Lages, o superintendente do Sebrae Alagoas, Marcus Vieira, além do idealizador do evento e presidente do MAC, Luiz Otávio Gomes.

No mundo inteiro, os rankings de competitividade levam em conta requisitos como infraestrutura, finanças públicas, política fiscal, mercado de trabalho, práticas de gestão, produtividade, indicadores de Educação e até outros menos tangíveis como “atitudes e valores”.

Como Alagoas continua patinando em boa parte desses indicadores, o Estado foi apontado como último no Ranking de Competitividade dos Estados conduzido pelo Centro de Liderança Pública em 2016 (na constrangedora 27ª posição nacional).

Quem se foca apenas nesse número desalentador, contudo, corre o risco de ficar paralisado e não reconhecer conquistas importantes que gestores públicos e privados têm adotado para tornar o Estado mais competitivo – e atrair mais empresas nos últimos anos.

Desde o governo passado, secretarias como a do Desenvolvimento Econômico implantaram políticas mais agressivas de atração de investimentos no Estado (que resultou, por exemplo, no desembarque da planta de PVC da Braskem), investiram na recuperação de polos industriais que andavam sucateados e implantaram modelos mais eficientes de gestão em parceria com o empresariado local. Além disso, deu-se mais força às agências de fomento e ao aumento na agilidade para se abrir negócios nas juntas comerciais do Estado. Mais recentemente, é inegável também que a adoção de uma política fiscal mais cuidadosa do governo que convidou para a Secretaria da Fazenda do Estado o carioca George Santoro, deu mais credibilidade ao controle das finanças do Estado – aliado a um maior rigor nos processos de concessões de benefícios fiscais para diminuir a interferência do capitalismo de compadrio típico no Estado.   

Por mais importante que tenham sido esses esforços, eles isoladamente terão pouca força para melhorar a competitividade de Alagoas se não houver avanços básicos em infraestrutura (duplicação da BR 101 continua em obras há mais de 10 anos e o Estado não tem sequer uma pista duplicada ligando Maceió a Arapiraca), nos indicadores sociais de violência e educação (com melhorias via indicadores mensuráveis) e, claro, em um ambiente de negócios mais decente e menos corrupto.

Como sabe o próprio Movimento Alagoas Competitiva, que apoiou uma série de pequenas empresas locais que venceram prêmios nacionais pela qualidade de gestão (como o MPE Brasil), Alagoas já conta também com uma série de pequenos empreendedores aguerridos com sonho grande para expandir seus negócios no Estado e no país.

Em um Estado – e em um país, como provam as delações da JBS – onde a expansão dos negócios pode ser travada em favorecimento de outros pelos interesses pessoais de um secretário, deputado, senador, juiz (de preferência, um desembargador) ou mesmo do chefe maior do executivo, será sempre mais difícil falar em competitividade empresarial.

 

Confira a programação completa abaixo:

08h – Credenciamento 

09h – Abertura

Luiz Otavio Gomes – Presidente do MAC – Movimento Alagoas Competitiva

 

09h24 às 10h33 – Tema: ‘A Importância da Competitividade para o Desenvolvimento de Alagoas’

Palestrante: Renan Filho – Governador de Alagoas

 

10h34 às 12h34 – Tema: ‘Como Tornar Alagoas Mais Competitiva – Uma Visão Nacional’

Debatedores: Maurício Quintella – Ministro dos Transportes, Portos e Aviação/ Marx Beltrão– Ministro do Turismo

Cláudio Gastal – Presidente do MBC – Movimento Brasil Competitivo

Jairo Martins – Presidente da FNQ – Fundação Nacional Da Qualidade

Moderador: Luiz Otavio Gomes – Presidente do MAC

 

12h53 – 14h22 – Almoço

14h24 às 16h06 – Tema: ‘A Competitividade a partir das PPPs e Concessões’

Debatedores:

Gilberto Occhi – Presidente da Caixa Econômica Federal

George Santoro – Secretário de Estado da Fazenda de Alagoas

Helena Virgili – Coordenadora da Área de PPPs de Albino Advogados Associados

 Moderador: José Lages Junior – Secretário de Governança da Prefeitura de Maceió

 

16h07 às 17h53 – Tema: ‘Como Tornar as MPEs Mais Competitivas em Alagoas’

Debatedores:

Vinícius Lages – Diretor do Sebrae Nacional

Vanessa Tenório – Diretora da System

Rafael Brito – Presidente da Desenvolve

Moderador: Marcos Vieira – Superintendente do Sebrae Em Alagoas

17h56 – Encerramento

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