37 anos após desbravar Maragogi, criadores do Salinas querem redefinir mercado de luxo “all inclusive” no país com resort no Patacho
Rodrigo 27 de agosto de 2026

Perspectiva do Salg Patacho Exclusive: maior aposta do Grupo Amarante na Rota Ecológica de Milagres tem desafio de aliar serviço all inclusive com atmosfera de refúgio típico de hotéis e pousadas da região
Não havia Instagram, Tik Tok, nem sequer Internet.
Quando o Salinas Maragogi abriu suas portas, em outubro de 1989, os guias de turismo e mapas ainda eram de papel e o nome Maragogi e de outros pontos do Litoral Norte de Alagoas eram praticamente desconhecidos fora do Estado com suas praias semidesertas entremeadas por casas de moradores e sítios de coqueiros – que podiam ser adquiridos, à época, por valores bem defasados quando comparados então aos terrenos do Francês e Barra de São Miguel.
Quase 37 anos depois, quando Maragogi e a chamada Rota Ecológica de Milagres se projetaram entre os destinos mais desejados do país (e um dos metros quadrados mais altos do litoral), o Grupo Amarante, que se expandiu com o Salinas Maceió (aberto em 2008, em Ipioca) e o Japaratinga Lounge Resort (em 2019), se prepara agora para inaugurar até o final do próximo ano sua aposta mais ousada: o Salg Patacho Exclusive, anunciado como o “primeiro all inclusive de luxo do Brasil”.
Com investimento inicial previsto de R$ 260 milhões (maior valor para um único resort na região), o novo Salg Patacho Resort terá como desafio provar que é possível manter um serviço de luxo e personalizado (típico de hotéis boutique e pousadas com poucos quartos) em um resort com 120 unidades habitacionais, incluindo 72 apartamentos, 44 bangalôs e quatro “villas” (de mais de 200 metros quadrados) em 12 mil metros de área construída em um terreno de sete hectares.
“O Salg Patacho Exclusive Resort foi projetado para combinar a exclusividade e privacidade com a praticidade e variedade de escolhas dos Resorts All Inclusive”, diz Mário Vasconcellos, CEO do grupo Amarante. “Será um refúgio intimista, de design icônico e com responsabilidade ambiental, unindo conforto e eficiência no uso de recursos”, diz Vasconcellos sobre o resort, que contará com espaços como gastrobar 24h, dois restaurantes à la carte, rooftop, beach club, bar da piscina, além de espaço wellness com academia e SPA, salão de jogos e kids, entre outros.
O projeto arquitetônico, desenhado para unir o melhor do design brasileiro (com móveis de nomes como Sérgio Rodrigues) e tirar o melhor aproveitamento de luz e ventilação natural nos restaurantes, recepção e lobby, tem assinatura tripla do arquiteto paulista radicado em Recife, Pedro Motta (especializado em projetos de resorts pé na areia), do alagoano Rodrigo Fagá e do escritório carioca Mareines, que tem foco em arquitetura orgânica, sustentabilidade e design inspirado na natureza.
Antes mesmo da abertura do resort, o grupo como um todo, após passar por um processo de auditoria ambiental, anunciou semana passada a conquista da nota máxima “A” na certificação internacional BioScore, plataforma referência na Europa que mede, gerencia a audita o desempenho ambiental, social e de governança (ESG) no setor de turismo e hotelaria.
De acordo com a gerente de ESG do grupo, Maria Luiza Romão, a nota é resultado direto de um trabalho de definição de metas e monitoramento que integra frentes que vão das emissões atmosféricas, em que o grupo alcançou 100% de conformidade, até o da Responsabilidade Social, com mais de 80% de conformidade impulsionados por iniciativas diversidade e inclusão e programas de treinamento e desenvolvimento voltadas ao setor.
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