Quais as marcas de mídia e consumo preferidas dos maceioenses? Pesquisa revela força de grupos locais

Rodrigo 9 de outubro de 2026

 

Acima, líderes da Chama Publicidade: parceria para trazer pesquisa da QI Mercado sobre mídia e hábitos de consumo em Maceió

Pelo segundo ano consecutivo, a pesquisa mais séria e completa sobre hábitos de mídia e consumo na capital alagoana traz dados reveladores sobre a relação do maceioense com a mídia e com as marcas locais e nacionais. 

Realizada pela plataforma QI Mercado, especializada em pesquisas de informações estratégicas, em parceria com a Chama Publicidade, a edição 2026 da pesquisa levantou dados de setores que vão da audiência da TV aberta à preferência de supermercados locais, dos hábitos em redes sociais do maceioense aos times de futebol com maior torcida na capital, da expansão do transporte via aplicativos como Uber à penetração de streamings como Netflix.

Com base em uma mostra de 1206 entrevistados (entre 16 e 26 de julho) que representam a população da capital, a pesquisa revela, por exemplo, a força de marcas populares nascidas no Estado. Esse é o caso do setor de supermercados, em que redes alagoanas como Preço Bom e São Domingos, com presença em bairros como Benedito Bentes, Cidade Universitária, Clima Bom e Santos Dumont, Jardim Petrópolis, aparecem entre as preferidas dos entrevistados à frente, inclusive, de marcas de varejo nacional. Esse é o caso também de redes de material de construção, como a Carajás e Paragominas que, somadas, aparecem na pesquisa bem à frente de redes nacionais e internacionais. Mesmo entre as marcas de ensino superior privado, a pesquisa mostra que instituições como Cesmac ainda aparecem na pesquisa à frente de redes nacionais.

“A pesquisa traz não apenas dados detalhados da preferência sobre várias marcas locais, como também revela mudanças de comportamento do maceioense que abre novas oportunidades para as empresas do Estado”, diz Tárcio Lopes, sócio executivo da Chama. “São dados que ampliam a visão do empresariado ao mostrar uma Maceió com padrões de consumo e de audiência bem diversos das redes e bolhas de pequenos setores”.

A pesquisa deste ano mostra, por exemplo, que o carro de aplicativo (Uber ou 99) já é o segundo principal meio de transporte do maceioense (depois ônibus, mas já à frente do carro próprio), que a imensa maioria dos maceioenses ainda prefere fazer compras em lojas de rua (87,01%).

Em relação aos padrões de audiência de mídia, a pesquisa mostra que, em Maceió, somente 24,56% dos entrevistados responderam que assistem às plataformas de streaming (como Netflix) na TV e apenas 4,73% têm acesso à TV a Cabo ou Satélite na capital – sendo a audiência da TV aberta ainda dominante em mais de 70% dos entrevistados. A pesquisa também trouxe dados detalhados da audiência de plataformas digitais, emissoras de rádio e TV, incluindo já as mudanças na percepção local diante da chegada de novos grupos como TV Asa Branca, nova afiliada da Globo.

“Nosso objetivo com a pesquisa é exatamente obter um retrato que revele a particularidade do mercado de cada cidade da região, diferentemente de outros levantamentos nacionais que muitas vezes não levam em conta, por exemplo, a profunda diferença de hábitos de consumo no Nordeste entre cidades como Maceió, João Pessoa ou Recife”, diz Peter Vieth, co-fundador da QI Mercado com Felipe Ladeira que nasceu no Maranhão com a proposta de realizar pesquisas mais apuradas em toda região – que são certificadas pelo Conselho Executivo de Normas Padrão (CENP), entidade responsável pela regulamentação da atividade publicitária no Brasil.